EXERCÍCIOS  E  JOGOS  TEATRAIS
 
EXERCÍCIOS  E  JOGOS  TEATRAIS
 
 
EMPATIA

Colocando-se no lugar do outro

 

OBJETIVOS  DE  DESEMPENHO

 

  • Familiarizar os jovens com o exercício da empatia.

 

  • Estimular a criatividade e  o processo de  improvisação.

 

  • Desenvolver habilidades de escrita e preparação de roteiro.

 

 

EXERCÍCIO

 

Nós constantemente precisamos improvisar em nossas vidas. A improvisação pode ser comparada à solução criativa de pro-blemas ou experimentação de novas ideias. 

 

Saber improvisar é muito útil em várias esferas da vida - e também pode ser muito divertido. 

 

Os dois exercícios a seguir abrem novos aspectos da  contação de histórias por integrar a improvisação à escrita. Estes jogos podem apresentar aos alunos certas habilidades criativas que eles nem sabiam que tinham.

 

Os exercícios podem ser  desenvolvidos diretamente a partir de um tema específico ou de um texto no qual você esteja traba-lhando com seus alunos.

 

 

 

PARTE I

Colocando-se no Lugar do Outro 

 

Este é um jogo de atuação improvisada que explora as qualidades  emocionais dentro de uma história. Este jogo começa fomentando discussões sobre escolhas de vida, e sobre como estruturar uma  história.

 

1. Em primeiro lugar, identifique o tema ou temas com os quais você quer trabalhar junto aos seus alunos. Você pode dividir a turma em grupos de no máximo 4 ou 5,  para garantir que todos fiquem ativamente envolvidos. 

 

2. Explique que cada grupo terá 10 minutos para pensar sobre uma história e chegar a um acordo sobre ação e personagens. A base das histórias deve ser a seguinte: 

 

Eles devem criar uma cena sobre algum tema polêmico, onde um dos atores estará  colocando-se no lugar da pessoa vivenciando um problema polêmico específico, e todos os outros devem ser parte da situação.

 

3. Os alunos devem começar a estruturar a história e fazer escolhas sobre o caráter de seu personagem na situação, e como vai agir na história. Tudo é possível. Cada aluno pode assumir um caráter e uma opinião que não tenha nada a ver com a sua opinião pessoal, e defender a ideia na cena . Não há escolhas erradas, desde que todos comprometam-se a contar a história com convic-ção. Diga aos alunos para manterem a história  simples. 

 

4. Depois que as ideias de cena tiverem sido criadas, dê aos alunos mais 10 minutos para  ensaiar as ideias. Lembre a todos para partilhar a liderança e envolver todos no grupo. Após o período de ensaio, designe uma parte da sala como palco e outro como plateia, e peça que todos sentem-se na área destinada a plateia, como público.  

 

5. Os grupos se apresentam um por um. Peça que todos de cada grupo digam juntos: AÇÃO, no início, e CORTA, no final de cada cena. 

 

Lembre aos alunos que eles devem se concentrar antes de suas apresentações.

 

6. O feedback é muito importante nesse exercício, para o compartilhamento de significados. Após cada apresentação, peça que a “plateia” comente sobre o que eles gostaram, o que os surpreendeu, e quaisquer outras observações que eles possam ter em mente. 

 

Explique que o feedback é uma oportunidade para o grupo ouvir e praticar o processo de revisão.

 

 

 

PARTE II

Roteiros

 

1. Imediatamente após as  improvisações os grupos devem escrever o roteiro da cena que apresentaram. Você pode compartilhar com eles algumas páginas de uma peça ou esquete para demonstrar como é a formatação de um roteiro. 

 

2. Escrevendo o roteiro eles podem corrigir ou adicionar algo que eles achem pertinente. 

 

3. Se você tiver tempo suficien-te, os alunos podem reapresentar as cenas após terem escrito os roteiros, e todos poderão sentir que, após roteirizadas, as cenas ficaram melhor estruturadas.